E observa o urubu de seu pedestal, poste de iluminação
que levou consigo algumas estrelas a mais, a cidade que está prestes a
governar.
Hoje a cidade continuou escorrendo pela escassa mata
ciliar e renasceu de sua autofagia diária através dos desenhos e gritos estampados
nos muros.
Despadronagem em fragmentos. Tudo o que pode ser
assistido coberto pelo vidro do carro e tudo o que se julga em frações de
segundos passa pelos olhos, diante de todo o tempo.
A primeira pessoa chama de novo: “Você um dia poderá
saber quantos passageiros sorriram pra você enquanto carregava em seu corpo a
cegueira?”, e a conclusão não se dá no final.
Ainda posso quedar aqui fugida?
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